Educação
Última Atualização: 20/Janeiro/2011 - 16:46

Congelamento de bolsas mostra descaso da prefeitura com a educação em São José
Autor: | 07/Janeiro/2010 - 20:03

Como determina a cartilha que rege as ações e omissões da atual administração, a prefeitura de São José dos Campos mais uma vez está cortando investimentos na educação e dificultando o acesso ao ensino superior em nossa cidade. A bola da vez é o congelamento no número de vagas no programa “São José Universitária”, que oferece bolsas de estudos na Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e na Etep (Escola Técnica Everardo Passos) –a prefeitura banca 50% dos cursos, enquanto a universidade arca com o restante.

A atitude causa indignação por ser mais uma prova do descaso com que a educação é tratada em nossa cidade. Ao contrário do que ocorre em todo o país, onde o Governo Lula investe cada vez mais em programas como o ProUni, democratizando e aumentando o acesso à educação, São José está andando para trás, aplicando menos recursos, embora a população esteja aumentando e o orçamento do município seja cada vez maior.

São José foi recentemente considerada a 21ª cidade mais rica do Brasil. Para 2010, está prevista uma arrecadação de R$ 1,4 bilhão, valor suficiente para que nossa cidade servisse como exemplo em matéria de ensino público no país. Em 2009, o orçamento do município superou em mais de R$ 200 milhões a estimativa, chegando a R$ 1,2 bilhão.

É um absurdo que uma cidade considerada a capital da tecnologia e com tanto recurso disponível tenha os investimentos em educação, e também em outras áreas, reduzidos ou congelados. Entre os argumentos da atual administração para que se decidisse pelo congelamento das bolsas, estão o fato de que houve aumento de oferta no número de vagas em universidades gratuitas, como a Fatec (Faculdade de Tecnologia) e a Unifesp (Faculdade Federal), e de que o município só tem por obrigação investir em ensino básico.

A desculpa é descabida num município com a riqueza de São José, até mesmo porque o programa já era mantido sem representar prejuízo e oferecendo uma alternativa importante para alunos de baixa renda. Se levarmos em consideração o desperdício de recursos públicos em São José, com obras paradas e atrasadas, casos como o da “ponte invisível”, do “teatro invertido” e do Fórum que nunca fica pronto, e absurdos como pagamento de equipamentos e itens que não existem e 13 anos sem que nenhum dos mais de 90 bairros irregulares pudesse ser legalizado, o congelamento de bolsas universitárias é inadmissível.

Resta agora saber o que será feito com esse dinheiro, que é pago pela população e deve ser empregado para melhora do ensino em nossa cidade. Quando a prefeitura não administra de forma adequada os recursos disponíveis é o povo quem paga a conta. Deixar de investir em educação, como tem feito a atual administração, é impedir uma melhor capacitação profissional das pessoas e também o desenvolvimento de nossa cidade e uma melhor qualidade de vida para todos.



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